quatro amigos: joaquim, regis, arionaldo e cristiano. quatro bicicletas e um sonho. na bagagem, coragem e determinação. primeiro destino: de pelotas (rs) para brasilia (df).

Monday, December 24, 2007

aos ultmos dias do ano

estamos sob chuva, e frio, em oregon
estamos em portland, na costa noroeste dos estados unidos.
chegamos aqui depois de tres dias de viagem, desde nova-vicosa
por fim estamos nas montanhas, longe do mar da bahia
fiquei sabendo do sucesso do cine sao goncalo nas doquinhas.
que feliz novidades, aos ultimos dias do ano.
por aqui tudo bem.
o cafe da manha eh ovos com bacon e leite grosso.
nao eh mais o pao com manteiga e um cafe preto bem acucarado.
aqui o banheiro fala, o chao fala, as portas falam, os carros falam.
meninos e meninas se vestem de soldado e vao a guerra.
todos voltam diferentes.
o frio aqui me faz voltar as botas e aos casacos.
gracas a deus o mate amargo nos acalenta.
quase todo mundo aqui fala ingles, menos eu.
eu acho que o cine sao goncalo pode ganhar uma filial em oregon.
joaquim

Friday, November 30, 2007

ainda por aqui, em nova viçosa, cajueiro


estamos de volta em nova viçosa.
passamos trinta dias viajando a pé desde aqui ate cercanias de porto seguro e agora cá de volta outra vez.
certo que tomamos caronas de todas as formas.
paramos em cumuruxatiba pela tarde de domingo. fomos pra casa de um camarada indicado por outro, de carona com terceiro ainda.
saimos de cumuruxatiba vivos e inteiros e juntos, mas sofridos.
passamos por gente bem ruim que tentou nos fazer mal.
pela atitude e proteção de nao sei quem saimos bem.
voltamos para onde esta a bicicleta em nova viçosa, estamos bem agora. em casa amiga.
choveu um bocado e agora que o tempo parece querer firmar.
ainda somos so nos dois por enquanto, outra vez.
estamos de volta aos mangues e aos rios represados pela maré. aos corais no mar, coco, abacaxi e ilhas. mata nativa e uma infinidade de cajueiros nativos.
tem tanto mas tanto caju... se cada um fosse uma moedinha de um real, hum, quantos mil teria pelo chao.
e tem.
mas quem vence a preguiça de catar as moedinhas uma a uma do chao?
colocar as castanhas de caju caidas pra secar. a cada 20 castanhas colocadas para secar, coloca-se uma para germinar.
da muda pode-se fazr o que quiser. pode vender junto com um pacote de castanhas, pode doar umass quinhentas pra escolas e projetos de quintais de frutas.
quem tiver vonatde de fazer suco de caju, polpa de caju, doce de caju, carne de caju, pode vender junt com a castanha, ou separado. so sei qua a materia prima tá dando em arvore.
se quiser e puder pode convidar as crianças das escolas e da comunidade (e os velhos tbm) para plantar castanhas, colher castanhas, comer cajus, vender doce de caju, para discutr plantio, cultivo, importancia, para estudar vegetais, plantas, animais e ecossistemas, estudar e aplicar, gerar cultura e educação, renda e trabalho, com responsabilidade social e ambiental, isso é desenvolvimento sustentável, brasil, um pais de todos.... hum.
e a reserva de petroleo na bacia de santos. sabe-se que há uma enorme probabilidade que haja uma jazida de petroleo no litoral brasileiro que vai de cercanias de salavador ate o riogrande do sul.
seria a maior do mundo.
o que é petroleo mesmo? boa pergunta...
de onde vem? vem das profundezas da terra, esta pasta preta.
o que esta pasta preta estava fazendo lá? como foi parar lá? será que nao tem algum motivo que isso foi parar embaixo da terra? será que tem alguma função lá? e se rretirar ele de lá, o que pode acontecer? aliás, porque retirar ele de lá?
tealvez que o petróleo seja o óleo em que se transformou tudo que um dia habitou a terra e depois desapareceu. o que habitava a terra? e desapareceu como e porque? virou um óleo que foi parar lá embaixo da terra.... será seguro mexer com isso? cavar buracos profundos e deixar sair a pasta preta que sao os restos do mundo antigo soterrado à tona? e fazer desta pasta o nosso meio de vida? criar coisas malucas com esta pasta, os isntéticos, produtos a base de petroleo....
quem desscobriu o petroleó? o que aconteceu com esta pessoa? e depois, onde foi descoberto petroleo aconteceu o que?
golfo pérsico. quando descobriram petroleo ficaram felizes. ganharam muito dinheiro e ficaram muito ricos.
hoje o lugar virou um inferno, em termos.
no que será que estamos mexendo quando abrimos buracos na terra para deixar vir à tona o líquido preto?
me parece que o petroleo é algo meio infernal. preto e vindo das profundezas... restos mortais de algo que a terra tratou de soterrar.
e o que passa depois de abrirmos as portas do inferno?
o inferno sai e se alastra. os produtos feitos com petroleo nao alimentam a terra ao se decompor. eles envenenam a terra. quando qeuimam eles envenenam o ar. e envenenam a água quando caem nela. a pasta preta das profundezas ancestrais, o petroleo da antiguidade, ele envenenna o ar, a água e a terra.
será mais prudente deixá-lo onde estava ou investir em buracos para que ele saia?
afinal, nao precisamos efetivamente de nenhum produto a base de petroleo, absolutamente nenhum.
somente se quisermos, do contrario há alternativa para tudo.
o brasil talvez tenha descoberto o maior inferno do mundo, justamente abaixo do maior paraiso do mundo, o litoral brasileiro.
que inferno podemos esatr libertando por aqui?
ja nao viveram sobre este litoral indios? como viviam?
os indios que viviam aqui descendiam de povos muito antigos, que migraram pelas americas e herdaram uma sabedoria que lhes permitia viver em relativa harmonia no paraiso. ate que um dia viram navio na praia e tudo mudou.
quhemtos anos depois o indio ta deturpado, e o petroleo foi descoberto.
o povo que vivia na natureza ja nao existe mais. da propria natureza pouco restou, começaram a abrir buracos, o liquido preto jorrou, envenenou grande parte da terra, do ar e da agua. a terra adoeceu, a fome, o ar sofreu e o efeito estufa pegou. quem reagiu foi a agua que inundou tudo e mandou o que sobrou da era nuclear pra baixo da terra virar petroleo.
os que sobreviveram aprenderam que deveriamos viver em comunidadde, voltar ao primitivismo, nao praticar nenhuma atividade industrial, fazer tudo com a natureza, conhecer os espiritos e ensinar aos filhos a contemplação, o banho de rio, a coleta das frutas e pesca do peixe, as danças e os remedios da mata.
e assim deram origem a gerações e mais gerações de um povo colorido desnudo e alegre que vivia no mato, até que as coisas começaram a evoluir,.. até que descobriram petroleo. ai ja viu né...
foi tudo pra junto dele lá embaixo, esperando a hora de sair de novo.

Thursday, November 22, 2007

pela bahia

pelo litoral sul da bahia.
que começa em mucuri e a costa dourada.
nova viçosa e caravelas sao as vilas centenarias a seguir, rumo ao norte.
alcobaça e prado compoe o espaço entre as duas vilas e a costa do descobrimento.
até coroa vermelha nos arredores de porto seguro a especulação imobiliária assusta.
o metro quadrado de terra é negociado pelos nativos a preço de ouro.
desde a invasao portuguesa até meados do seculo passado a coisa mudou pouco pelo litoral. na regiao, o eucalipto desponta a mais de trinta anos como substituto da lavoura cacaueira que enriqueceu e depois faliu latifundiarios por aqui.
o gado hoje em dia avança com suas pastagens sobre o que era mata atlantica ou lavouras de cacau.
a terra litoranea esta saindo das maos dos nativos por preço de ouro.
quem esta comprando sao ricos bem ricos do exterior, especialmemte europeus, da frança e da suiça. argentinos e americanos investem com menos poderio. brasileiros de capitais financeiras adquirem terras tbm.
com investidores fortes, a terra salta de preço.
negociam por metro quadrado.
em geral custa 10 ou 12 reais o metro. encontra-se os melhores por 60, 80 ou 100 reais. e tambem lugares mais isolados e igualmnente bons por 3 reais ou menos de 2 reais o metro quadrado. ja vimos ate de menos de um real.
se comparamos com o preço do metro quadrado do piso fica na vntagem.
mas tem ilhas de mangues que se pode adquirir por 15 mil reais. paraisos particulares.
é claro que a especulação atinge a todos, faz parte ja da cultura do lugar.
em porto seguro nao se anda sossegado pelas ruas, sempre tem alguem te agarrando e querendo te vender algo a qualquer precinho bom.
estivemos acampados por cinco dias numa terrinha em caraiva que parecia o sonho do mundo. limpamos a area um pouquinho, fizemos fogueira, colhemos agua de um poço cristalino, nadamos no rio, plantamos na terra, colhemos das arvores e dormimos ao relento.
tivemos que sair porque a coisa virava um inferno pela noite com os gritos de uma seita ao redor. maluco a coisa, vou te contar...
saimos novamente para o trecho.
rodamos um bocado. deixamos as mochiljas todas pra tras.
estamos viajando com a roupa do corpo e a pochete ha quatro dias.
com as sandalias encardidas e os pes machucados.
eretos e de sorriso na alma.
nos alimentamos de frutas e mais frutas que apanhamos por qualquer lugar.
muito coco, mangaba, graviola, araticum, abacaxi, acerola, flor de jambo, melancia, bananas, leite cru, tucum, dende, peixe pescado na hora...
agua tem por todo lado.
agora mesmo chove.
hoje estivemos em uma terra no povoado de itaporanga.
que fica nas cercanias de uma aldeia pataxó da imbiriba.
ali, no interiorzinho, diatante uns tres quilometros da praia, praias semidesertas, com piscinas naturais de corais coloridos, agua calminha e fartura de peixe.
a terra é cobertinha de floresta nativa. ja nao tao virgem, um poucquinho desgastada, mas ainda um belo espetáculo de sons, cheiros e cores.
sao quase 9 hectares de terra. com 600m de rio, um riozinho de aguas cristalinas, com plantas aquaticas e peixes gordos. chama rio chato.
o terreno fica numa encosta de quase 180 graus, dando uma vista panoramica de entortar os olhos.
tem uma barranca que ajuda as pernas e outra que dificulta. todas descem em direção ao rio, por uma planicie de mata brejosa.
um hectare desta mata brejosa foi desmatada para introduzir cultivos diversificados, hoje como ta tudosujo" encontra-se uma infinidade de cultivares espalhados na capoeira que cresce.
muita arvore gigante. lugar bem interessante.
penso em multiplicar as arvores pela regiao, cultivar diversidades de hortaliças, tuberculos, ervas, frutas, enfim, tudo que a terra pode dar, euquero.
pois bem, espero que seja bom.
eu espero receber a visita de todos que acompanham aqui, um dia, assim que for possivel.
esta batalha pela terra ainda nao acabou, esta durando e custando muit mais que eu imaginava,
mas agora eu sinto que ta na reta final, no round final.
e é agora a hora do espirito sai pra fora.
assim que tiver um endereço mando pra vcs pra receber visitas.
vai dar tudo certo.
um abraço bem cinchado do joaquim e da christina

Tuesday, November 13, 2007

segue o baile

e nao ta morto quem peleia

Tuesday, October 30, 2007

missão dada é missao cumprida

na bahia estamos.
concluida a jornada em cima de "goldy" a bicicleta dupla.
foram dois meses em cima dela (mais ou menos).
saimos de pelotas abaixo de mau tempo, com chuva e frio.
o luis que estava junto na hora da partida.
foram dois meses pelas estradas do sul do pais, ate o nordeste.
tivemos que aprender a cooperar sim ou sim em todas as horas.
o equipamento que escolhemos p nos transportar depende do motor dos dois, e sabiamos desde o principio.
hoje fomos de barco pelo rio ate barra velha, desde nova viçosa, no litoral sul da bahia.
entramos aqui por mucuri, onde o mangue cerca a cidade costeira.
acabamos a viagem de bicicleta inteiros e ilesos.
nao caimos nenhuma vez.
pegamos carona de vez em quando, so quando foi realmente necessario. e nos piores trechos por coinciddencia.
atravessamos rio grande do sul (de novo) e fomos pra nossa guarda do embau.
de lá saimos por caminho conhecido em direção a curitiba.
entramos e saimos da capital paranaense com as bençãos de andré.

desde entao cada curva virou uma novidade e conduzimos para sao paulo
foi paulo quem nos ajudou a entrar lá.
dirigimos pelo centro e passamos 10 dias na casa do meu irmao manuel, saindo pra resolver burocracias de mebaixada.

depois de sair de sao paulo pela rio-santos em direção ao rio de janeiro.
passamos nove dias subindo e descendo pela bela rio-santos pra desembocar na avenida brasil e cruzar o centro do rio de janeiro.
atraessamos rio e espirito santo ate vitoria onde escrevii pela ultima vez.

desde lá, as minhas partes privadas foram dilarecadas pelo banco da bicicleta.
o vento nordeste castigou sem dó nem piedade.
vewncemos o vento e nos aproximamos quilometro por quilometro da divisa do espirito santo com a bahia, por estradas sinuosas e bandidas.
nos acolheu em linhares por tres dias oldair. orgulhoso de ser pai.

cruzamos a fronteira e viemos pra mucuri.
o ultimo trecho, que por sinal me arrancou algumas lagrimas de dor.
ja na bahia de todos os santos, levou 1min p conhecermos o anjo rafael.
fizemos amizade rapido e ele nos mostrou uma pequena ilha, cercada por manguezais,
com 10mil metros quadrados, por 30 mil reais, ja com 600 coqueiros produzindo, abacaxis, acerolas, pitangas, mangas, maracujas, jacas, limao e aobora.
saimos de mucuri e fomos em direção a nova viçosa.
no meio do caminho furamos um pneu e acabamos conhecendo a lenimar a josi.
que buenas amigas fizemos, por sorte matei uma cobra e ganhamos um guia medico da familia.
em viçosa ja no domingo estamos sendo acolhidos por mario e renata, que tem nos levado por rios e ilhas de cair o queixo.

a primeira parte da viagem acabou.
conduzimos a bicicleta juntinhos por 2568km de BR.
atravessamos sete estados e estamos no sul da bahia.
esta fase deixa saudades.
começamos imediatamente a parte dois do plano.
buscamos um lugar pra começar nossa vida juntos.
tem que ter rio por perto, com aguas cristalina e puras,
tem que ter mar, com praia deserta, selvagem e acolhedora.
tem que ter terrras ferteis e intocadas.
e aqui é onde há uma boa dose de lugares assim.
estamos garimpando, e estamos felizes.
encontramos gente muito boa
a comida é farta, muito farta.
cai das arvores e pula p fora da agua.

sei que vamos encontrar.
há com certeza pequenos paraisos dentro deste paraisao
por aqui vaos plantar a comida dos nossos filhos, por aqui vamos batalhar a vida.
pro aqui vamos acolher os amigos que vao vir nos visitar.

que bom.
vamos fazer de nossos sonhos nossas vidas.
2007, o ano que viajei, o ano que me formei, o ano que me casei e o ano que engravidei.

Saturday, October 20, 2007

vitoria do espirito santo

chegamos faz dois dias em vitoria.
terminamos o estado do rio de janeiro e atracamos na capital capixaba.
descansamos depois de 18 dias de pedalada direto
atravessando tres estados com serra, mar e vento na cara
em 1200km, de sao paulo a vitoria.
haviamos saido de sao paulo em direcao a baixada santista.
ali entramos pelas montanhas a beira mar da rio-santos ate desembocar na avenida brasil e cruzar o centro do rio de janeiro, para entao embarcar pra niteroi e o norte do estado. levantou-se um pe de vento nordeste que castigou a marcha por cinco dias. ao cruzar a divisa com o espirito santo tomamos um batismo nas aguas do rio (me esqueci o nome do rio) que divide cariocas e capixabas. nos renovamos e chegamos na bendita vitoria abaixo de mau tempo. estrada precaria e um vento cabuloso, mas cabuloso mesmo. faz um dia que se aquietou.
na noite que chegamos aqui assistimos tropa de elite.
e na noite seguinte (que seria a noite passada) dormimos na casa de um guardador de carros, que mora na favela de sao pedro 5, aqui em vitoria. amigos, que noite mais maluca.
acho que ja tive bastante contato com miseria mas nunca tinha estado entre fumadores de pedra. quase todos os rapazotes namoravam meninas de 11, 12 anos, todos fumando pedra.
bicho.. depois de assitir tropa de elite num lap top, dividir a cama com um casal de fumadores de pedra, num barraco, numa favela,, dava pra sair um livro inteirinho so da noite de ontem..
fiquei muito intrigado com algumas coisas..
assombrado com outras...
enfim, ainda estamos a uns 300km de mucuri
que eh a primeira cidade no sul da bahia, pelo litoral.
vamos procurar nosso lugar entre mucuri e caraiva.
tem que ter mar, tem que ter rio, tem que ter montanha, tem que ter mato.
tem que ter bons tempos.
e nao vai ter portas,
o caminho vai ser livre.
quero que venham nos visitar
fiquem quanto quiserem,
vai ter trabalho e sossego pra todo gosto.
pensem grande, sonhem grande, mas pra fazer, tem que ser pedacinho por pedacinho.

Thursday, October 11, 2007

rio de janeiro

nove dias depois de sair de sao paulo
chegamos no rio de janeiro, e já passamos pra niterói.
levamos umas tres horas pra conseguir sair de sao paulo.
muito transito, muita doidera, nao sabíamos onde sair, por onde ir...
uma função braba, mas saímos de sao paulo. e fomos acampar na BR.
fomos indo e subimos a serra do mar. quando iriamos descer e pegar a nossa recompensa (baixar a estrada a mil por hora) a polícia não nos deixou ir adiante.
mandaram um caminhao parar e colocaram a bicileta em cima (que trabalhao p eles, hehehehe) e baixamos a puta serra de caminhao...
chegamos na baixada santista e baixamos a bicicrtea.
pegamos a rodovia rio-santos na maior ingenuidade... que estrada..
fizemos os 550km de rio-santos. no final da rodovia o sol marcava a nossa pele.
passamos por muitas montanhas e um milhão de praias.
de santos fomos pro guarujá, bertioga, maresias, ilha-bela, sao sebastiao, caraguatatuba, ubatuba e entramos no estado do rio de janeiro, por parati, trindade, e fomos fomos fomos.
30 km antes de acabar a rio-santos, encontramos com o cleverson e a debora, hahhaahhah
que doidera.
encontramos com eles lá pelas 7h da manha e seguimos juntos até a saída pra tijuca.
eles foram pela orla e nós entramos no "inferno".
batia um vento leste sem rumo muito louco, quase nos meteu de cara no chão.
começamos a encarar os 60km de avenida brasil no horário da tradição.
quando chegou mais ou menos 13h30 abriu as porta do inferno e começou um trânsito digno. meu, nunca vi a morte passar na minha cara tantas vezes consecutivas.
pegamos congestionamento e saimos manejando pelo meio dos carros, junto com as motos, por 40km, até que se estourou o último pneu bom que tinhamos.
justamente ali, onde todos diziam que até poderíamos passar, mas jamais parar.
olhando prum lado e pro outro so via favelão e o calor levantando do asfalto, com todo aquele fluxo, huuuuu.
bueno, eu tava carregando um pneu com arame estourado.
e todo tempo me perguntando "porque cargas d'água eu to carregando um pneu que nao presta?" e aresposta veio nesta hora.
cortei o pneu do arame rebentado e meti por dentro do outro (que tinha arame e um rombo enorme). funcionou. e rodamos com este enjambre por mais 30km até niterói.
arionaldo meu amigo, tuas palavras se cumpriram.
nao nos deixaram passar a ponte rio-niterói. polícia...
pegamos a barca e saímos do rio de janeiro sem andar no bondinho e sem nenhuma foto do cristo redentor.
entramos em niterói, compramos tres pneus novos e vamos sair só amanha bem cedinho, no dia das crianças, feriado. vamos em direção ao campo dos goitacazes.
acho que temos ainda mais umas duas semanas de viagem. terminar o estado do rio de janeiro, entrar pelo espírito santo até a bahia.
ah, trecho de conversa de bar, alguns dias atras, depois de quatro latas de cerveja preta:
"deus é brasileiro...
e mora na bahia...
mas veio do riode janeiro.
e passou pelo espírito santo...
mas nasceu foi no rio grande do sul.
e foi pra lá de bicicleta" hehehhehehheh,,,, credo. deixa deus quieto.